
Luís Fareleiro, do Hospital de Avelar e pela Fundação Nossa Senhora da Guia, apresenta, na conferência '5G em Ação' o projeto S@úde+Perto
O projeto S@úde+Perto está a revolucionar a telemonitorização de doentes crónicos na região do Pinhal Interior Norte. Impulsionada pela tecnologia 5G, esta iniciativa inovadora, apresentada na conferência 5G em ação por Luís Fareleiro, do Hospital de Avelar – Fundação de Nossa Senhora da Guia –, promete reduzir hospitalizações, melhorar a qualidade de vida dos pacientes e contribuir para um sistema de saúde mais eficiente e sustentável.
A região do Pinhal Interior Norte tem vindo a assistir a uma importante transformação na área da saúde com o projeto S@úde+Perto, uma iniciativa que utiliza a tecnologia 5G para telemonitorizar doentes crónicos. Numa zona marcada pelo envelhecimento populacional e pelas dificuldades de acesso a hospitais de referência, a telemonitorização surge como solução essencial para melhorar a qualidade de vida dos pacientes e otimizar os recursos do sistema de saúde.
A Resposta aos desafios locais
O envelhecimento populacional e as dificuldades económicas caracterizam a região do Pinhal Interior Norte. Estas condições intensificam os desafios enfrentados pelos doentes crónicos, que consomem entre 60% e 80% dos recursos hospitalares. O S@úde+Perto vem dar resposta a esta realidade, permitindo o acompanhamento remoto dos sinais vitais dos pacientes e ajudando a reduzir idas desnecessárias às urgências e hospitalizações.
Graças aos atributos que caracterizam o 5G mesmo em áreas remotas – alta velocidade e baixa latência -, a tecnologia permite que os dispositivos conectados comuniquem com plataformas de telemonitorização, que, através de algoritmos avançados, geram alertas automáticos para as equipas médicas. Esta capacidade assegura uma intervenção atempada, mais rápida e eficaz, evitando o agravamento das condições clínicas dos pacientes.
Metodologia e implementação
A implementação do projeto S@úde+Perto envolve uma colaboração entre a Unidade Local de Saúde (ULS) de Coimbra, os cuidados primários, municípios e setor social. O Hospital de Avelar, pela sua localização estratégica, desempenha um papel central no processo. Na primeira fase, foram selecionados 6.661 doentes com mais de 65 anos que utilizaram os serviços do Hospital da Universidade de Coimbra em 2019. A meta inicial era monitorizar 500 doentes e reduzir em 20% os encaminhamentos hospitalares. O sucesso do projeto superou as expectativas, alcançando 615 participantes monitorizados. Atualmente, o projeto encontra-se na segunda fase, com o objetivo de abranger 6.600 doentes. A expansão reafirma o impacto positivo da telemonitorização como estratégia eficaz para a melhoria dos cuidados de saúde.
Resultados e impacto
Os resultados do projeto piloto demonstram benefícios significativos. Estima-se que, ao aplicar a telemonitorização a 6.000 doentes, será possível alcançar uma poupança anual de 1,3 milhões de euros para a ULS de Coimbra. Além do impacto económico, a redução de deslocações dos pacientes, traduz-se também na redução de emissões de carbono.
De acordo com o orador, o S@úde+Perto está alinhado com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), promovendo melhoria da saúde e bem-estar, eficiência operacional, redução de esgotamentos entre profissionais de saúde, educação em saúde e sustentabilidade ambiental através da redução de deslocações e resíduos hospitalares.
Parcerias e sustentabilidade
O sucesso do S@úde+Perto é possível graças a uma rede de parcerias estratégicas que envolve:
Um futuro sustentável para a saúde
O projeto S@úde+Perto mostra como a tecnologia 5G, aliada a uma abordagem integrada e colaborativa, pode transformar os cuidados de saúde em regiões com desafios específicos. Ao melhorar a qualidade de vida dos doentes, reduzir custos e contribuir para um sistema de saúde mais eficiente, o projeto posiciona-se como uma referência no futuro da medicina preditiva e da telemonitorização.
Com o 5G como fator dinamizador, o S@úde+Perto prova que a inovação tecnológica pode ser uma solução eficaz para promover a saúde, a sustentabilidade e o bem-estar nas comunidades mais vulneráveis.

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Para mais informações sobre o projeto, consulte a apresentação completa aqui.
Visão do apresentador
ODS 3: Garantir o acesso à saúde de qualidade e promover o bem-estar para todos, em todas as idades
O projeto visa melhorar a saúde e o bem-estar dos doentes crónicos através da telemonitorização, que reduz a necessidade de deslocações aos hospitais e previne o agravamento das suas condições de saúde. A monitorização remota dos sinais vitais dos pacientes, com intervenção precoce quando necessário, contribui para uma melhoria geral na saúde e qualidade de vida.
ODS 8: Promover o crescimento económico inclusivo e sustentável, o emprego pleno e produtivo e o trabalho digno para todos
Ao reduzir os esgotamentos entre profissionais de saúde através de uma melhor gestão e organização do seu trabalho, o projeto contribui para condições de trabalho mais decentes. A melhoria na eficiência operacional do sistema de saúde também tem impacto no crescimento económico, através da redução de custos e melhor gestão de recursos.
ODS 4: Garantir o acesso à educação inclusiva, de qualidade e equitativa, e promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todos
Ao envolver ativamente os pacientes no acompanhamento da sua saúde, o projeto incentiva uma maior compreensão e gestão das suas doenças crónicas, promovendo a educação em saúde e contribuindo para o reforço da literacia dos pacientes sobre as suas condições de saúde.
ODS 17: Reforçar os meios de implementação e revitalizar a Parceria Global para o Desenvolvimento Sustentável
O projeto envolve diversos parceiros, incluindo empresas de tecnologia, municípios, o setor social e parceiros farmacêuticos.
ODS 11: Tornar as cidades e comunidades inclusivas, seguras, resilientes e sustentáveis
Ao promover a integração de cuidados, a eficiência no planeamento urbano, a conectividade em áreas remotas e o acesso a cuidados de saúde personalizados o projeto contribui para a criação de comunidades mais sustentáveis e resilientes.
ODS 12: Garantir padrões de consumo e de produção sustentáveis
O projeto contribui para a redução de resíduos através da diminuição do número de deslocações e internamentos.
ODS 13: Adotar medidas urgentes para combater as alterações climáticas e os seus impactos
Ao reduzir a necessidade de deslocações aos hospitais através da telemonitorização, o projeto S@úde+Perto ajuda a diminuir as emissões de carbono, promovendo práticas mais sustentáveis na área da saúde. O orador menciona que quatro idas ao hospital por ano por doente resultam em 157 kg de emissões de CO2.
Visão da audiência

A conferência 5G em ação reuniu representantes de empresas, operadores, academia, consultoras e várias entidades convidadas, proporcionando uma plataforma de partilha de conhecimento e experiências sobre as aplicações práticas do 5G.
Veja a apresentação aqui:
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Saiba mais sobre este evento: 11.ª Conferência ANACOM | 5G em ação