
Na conferência “5G em Ação”, organizada pela ANACOM, o Comandante Videira Pinto, Chefe de Divisão de Redes e Sistemas de Informação do Estado-Maior da Armada, apresentou a visão estratégica da Marinha Portuguesa para a integração da tecnologia 5G. Destacando o desafio de vigiar e proteger a vasta Zona Económica Exclusiva (ZEE) do país, uma área 18 vezes maior que o território nacional, sublinhou como o 5G se revela essencial para garantir comunicações seguras, coordenação operacional eficaz e respostas rápidas em operações críticas no mar.
Na conferência “5G em Ação”, organizada pela ANACOM, o Comandante Vítor Pinto, Chefe de Divisão de Redes e Sistemas de Informação do Estado-Maior da Armada, apresentou a visão estratégica da Marinha Portuguesa para a adoção da tecnologia 5G. Durante a intervenção, o responsável destacou como esta nova geração de conectividade promete revolucionar as operações navais, enfrentando desafios de vigilância e proteção da extensa Zona Económica Exclusiva (ZEE) portuguesa, 18 vezes maior que o território nacional.

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De acordo com o Comandante, o 5G surge como a solução ideal para garantir comunicações seguras e resilientes, essenciais em operações críticas, como vigilância marítima, resposta a ameaças e busca e salvamento. A tecnologia permitirá à Marinha introduzir novos sistemas e sensores, ampliando a capacidade de recolha de dados e proporcionando maior situational awareness [conhecimento do cenário operacional?]– um elemento essencial para decisões rápidas e informadas em cenários dinâmicos.
É ainda esperado que a conectividade avançada do 5G também contribua para reforçar o comando e controlo das operações, viabilizando a integração eficiente de sistemas de armas, a monitorização contínua da ZEE e o controlo simultâneo de veículos não tripulados. Esta evolução tecnológica promete aumentar consideravelmente a eficácia operacional e a capacidade de resposta da Marinha em contextos complexos.
Inovação e impacto estratégico
Para a Armada Portuguesa, o uso da tecnologia 5G será fundamental em alto-mar, mas também em operações costeiras, permitindo otimizar a resposta em missões de busca e salvamento, situações de emergências e logística. O conceito de “farol digital”, que utiliza infraestruturas costeiras existentes para expandir a cobertura 5G, é um exemplo claro de inovação. Com esta solução, embarcações em alto-mar terão acesso a comunicações de alta velocidade e baixa latência, potencializando o alcance e a eficácia das missões navais.
Soluções tecnológicas pioneiras
Para integrar o 5G nas operações de forma eficaz, a Marinha Portuguesa está a apostar em várias soluções tecnológicas inovadoras, como:
Uma nova era na defesa marítima
A apresentação na conferência 5G em Ação destacou o contributo do 5G para transformar, modernizar e tornar a Marinha Portuguesa numa instituição mais moderna, eficiente e capacitada para enfrentar os desafios crescentes da defesa dos interesses nacionais no domínio marítimo.
Visão do apresentador
ODS 14: Conservar e usar de forma sustentável os oceanos, mares e os recursos marinhos para o desenvolvimento sustentável
A utilização de veículos não tripulados, potenciada pelo 5G, permite uma monitorização mais abrangente e eficiente do ambiente marinho, o que é determinante para a proteção da biodiversidade marinha, permite também a deteção de atividades ilegais, como a pesca predatória, ou a resposta rápida a incidentes como derrames de petróleo.
A recolha de dados oceanográficos através de sensores e sistemas de comunicação 5G alimenta a pesquisa científica, contribuindo para uma melhor compreensão dos oceanos e para a tomada de decisões mais informadas.
ODS 9: Construir infraestruturas resilientes, promover a industrialização inclusiva e sustentável e fomentar a inovação
A Marinha está a promover a inovação e o desenvolvimento tecnológico no setor da defesa, e a impulsionar avanços em áreas como robótica, sensores e comunicações. Projetos como a ilha artificial, o data center subaquático e o “farol digital” contribuem para a criação de infraestruturas resilientes e inovadoras, com potencial impacto positivo em outros setores.
ODS 16: Promover sociedades pacíficas e inclusivas para o desenvolvimento sustentável, proporcionar o acesso à justiça para todos e construir instituições eficazes, responsáveis e inclusivas a todos os níveis
A utilização do 5G nas operações da Marinha, especialmente em áreas como a Zona Económica Exclusiva (ZEE), que se estende por uma área 18 vezes maior que o território nacional, permite um controlo e vigilância mais eficazes. A conectividade de alta velocidade e baixa latência proporcionada pelo 5G facilita a comunicação em tempo real entre navios, veículos não tripulados e centros de comando. Esta capacidade é fundamental para prevenir conflitos, combater atividades ilegais e garantir a soberania nacional nas águas portuguesas. A partilha de informações em tempo real, a localização precisa de embarcações em perigo e a comunicação constante entre as equipas de resgate aumentam a rapidez e a eficiência das operações, contribuindo para salvar vidas e minimizar os danos.
ODS 17: Reforçar os meios de implementação e revitalizar a Parceria Global para o Desenvolvimento Sustentável
A concretização dos projetos e a implementação do 5G nas operações da Marinha dependem da colaboração entre diferentes entidades. O Comandante Vieira Pinto destacou a importância das parcerias com o INEM, a Força Aérea, universidades, empresas de tecnologia e outras instituições. A participação da Marinha em exercícios multinacionais, como o REPMUS, evidencia o seu compromisso com a cooperação internacional.
Visão da audiência

A conferência 5G em ação reuniu representantes de empresas, operadores, academia, consultoras e várias entidades convidadas, proporcionando uma plataforma de partilha de conhecimento e experiências sobre as aplicações práticas do 5G.
Veja a apresentação aqui:
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Saiba mais sobre este evento: 11.ª Conferência ANACOM | 5G em ação