
A E-Redes está a integrar o 5G nas suas operações para responder aos desafios da transição energética. Na conferência 5G em ação, Hugo Pereira destacou a importância estratégica desta tecnologia para garantir a resiliência, a segurança e a modernização da rede elétrica nacional.

A E-Redes, principal operadora da rede de distribuição de energia em Portugal, está a investir na tecnologia 5G com o objetivo de enfrentar os desafios impostos pela transição energética e assegurar a sustentabilidade no fornecimento de energia. Segundo Hugo Pereira, Head of Infrastructure, Platforms & Connectivity Area na E-Redes, a conectividade é essencial para atender às novas exigências, nomeadamente a gestão da crescente geração distribuída de energia renovável, o aumento do carregamento de veículos elétricos e a eletrificação do consumo.
Para alcançar estes objetivos, a operadora gere uma vasta infraestrutura de comunicação que inclui mais de 500 nós IP/MPLS (tecnologia de rede que combina as funcionalidades do protocolo de Internet com a técnica de comutação de rótulos multi-protocolo), 7.700 quilómetros de cabos de fibra ótica e 3.000 pares de fibra ótica escura alugados. Além disso, com o intuito de reforçar a resiliência da sua rede, a E-Redes assumiu o papel de PVNO (Operador Privado de Rede Virtual), operando mais de 400.000 dispositivos em redes móveis.
Nesse contexto, a empresa identifica o 5G como uma tecnologia essencial para suportar as exigências da transição energética. Entre os principais benefícios destacados estão a capacidade de oferecer velocidades multi-gigabit, conectar um grande número de dispositivos em áreas densas, como contadores inteligentes, e garantir uma elevada capacidade de transmissão de dados. Estas vantagens são particularmente relevantes para atender à crescente complexidade das redes de distribuição de energia.
Para acelerar esta transição, a E-Redes está a trabalhar em parceria com o INESC-TEC, participando no projeto europeu “5G as a Service”. Como parte desta iniciativa, a empresa já realizou um piloto na zona da Grande Lisboa, utilizando espectro dedicado autorizado pela ANACOM. Este piloto permitiu a conexão de equipamentos em 5G e incluiu a criação de uma subestação, onde a tecnologia foi testada em ambiente real para suportar serviços críticos. No entanto, o núcleo da rede (core) ainda opera em 4G, o que limita a exploração de algumas funcionalidades avançadas do 5G. Apesar dessa limitação, os resultados foram positivos, evidenciando o potencial da tecnologia.
Olhando para o futuro, a estratégia da E-Redes envolve o desenvolvimento do seu PVNO, a transição completa para o 5G e a ligação aos cores 5G dos operadores móveis. Para além disso, a empresa planeia estabelecer conexões com outras redes privadas e não terrestres. No âmbito de um esforço mais amplo, defende também parcerias com operadores e fabricantes para a construção de serviços públicos que garantam cobertura nacional, segregação e priorização de serviços críticos. A partilha de infraestrutura, neste sentido, é vista como fundamental para acelerar a implementação do 5G. Por essa razão, a empresa apelou à disponibilização de espectro para redes privadas, com taxas reduzidas para serviços críticos.
A aposta da E-Redes no 5G reflete o compromisso da empresa com a inovação e a sustentabilidade.
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Para mais informações sobre o projeto, consulte a apresentação completa aqui.
Visão do apresentador
ODS que são beneficiados pelo projeto de implementação da tecnologia 5G na rede de distribuição de energia.
ODS 9: Construir infraestruturas resilientes, promover a industrialização inclusiva e sustentável e fomentar a inovação
O projeto da subestação 5G é apresentado como um exemplo de inovação para garantir a resiliência e segurança da infraestrutura elétrica. A aposta no 5G é vista como um impulso à transformação digital da indústria, com a criação de redes mais inteligentes e inovadoras.
ODS 7: Garantir o acesso a fontes de energia fiáveis, sustentáveis e modernas para todos
Energia Acessível e Limpa: A e-Redes destaca os desafios da transição energética, como o crescimento da geração distribuída e a eletrificação do consumo. A implementação de smart grids, apoiada na conectividade 5G, permitirá gerir de forma mais eficiente a rede elétrica, integrando fontes de energia renováveis e promovendo o acesso à energia limpa.
ODS 11: Tornar as cidades e comunidades inclusivas, seguras, resilientes e sustentáveis
A e-Redes destaca a importância da cobertura nacional da rede 5G para garantir a qualidade de serviço e a segurança do fornecimento de energia a toda a população. A resiliência da rede elétrica, proporcionada pela tecnologia 5G, contribui para a sustentabilidade das cidades e comunidades, assegurando o fornecimento de energia em situações de contingência.
ODS 12 : Garantir padrões de consumo e de produção sustentáveis
A atuação da E-Redes está alinhada com o ODS 12 ao promover práticas de consumo e produção responsáveis através da otimização da infraestrutura de distribuição de energia, integrando tecnologia 5G para reduzir perdas, melhorar a gestão de fontes renováveis e incentivar o uso eficiente de recursos. Iniciativas como contadores inteligentes e a partilha de infraestrutura fomentam a economia circular e reduzem o impacto ambiental, garantindo uma transição energética sustentável e inovadora.
ODS 17: Reforçar os meios de implementação e revitalizar a Parceria Global para o Desenvolvimento Sustentável
Parcerias para a Implementação dos Objetivos – A parceria com instituições como o INESC-TEC e a participação no projeto europeu “5G as a Service” mostram como a empresa fomenta a cooperação internacional e nacional para acelerar a transição energética. Além disso, a defesa de partilha de infraestrutura com operadores e fabricantes para garantir cobertura nacional e priorização de serviços críticos reforça a importância das parcerias na construção de soluções tecnológicas robustas e alinhadas com os objetivos globais de desenvolvimento sustentável.
ODS 13: Adotar medidas urgentes para combater as alterações climáticas e os seus impactos
A e-Redes afirma que a implementação do 5G contribuirá para a sustentabilidade do fornecimento de energia e para tornar o mundo melhor em termos de ação climática. A otimização da rede elétrica, a integração de energias renováveis e a maior eficiência energética proporcionada pelas smart grids, apoiadas na tecnologia 5G, contribuem para a redução das emissões de gases de efeito estufa.
Visão da audiência

A conferência 5G em ação reuniu representantes de empresas, operadores, academia, consultoras e várias entidades convidadas, proporcionando uma plataforma de partilha de conhecimento e experiências sobre as aplicações práticas do 5G.
Veja a apresentação aqui:
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Saiba mais sobre este evento: 11.ª Conferência ANACOM | 5G em ação